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ODEIO BANALIDADESEU,
que sou mais banal e vulgar, que a mais banal das mulheres.
Eu, que sou tão comum, que nem preciso olhar-me ao espelho,
Igual que sou a tantas outras, com que me cruzo,
E das quais não me distingo.
Odeio banalidades!
Odeio as frases feitas de quem pergunta:
- Olá como está? E não quer saber.
Odeio os bons dias, as boas tardes, as boas noites,
Ditos sem pensar, ou a pensar em coisa nenhuma,
Ou a pensar noutra coisa qualquer que não o desejo,
Que o dia, a tarde, ou a noite,
Corram bem e sejam bons.
Eu odeio frases feitas!
Odeio vizinhas à janela!
Odeio as amigas e amigos nos cafés, nos bares, nos autocarros,
Com vidas tão fúteis e pequeninas que dissecam as dos outros.
Que cortam a casaca dos melhores amigos,
Pedaço a pedaço.
Achando que os amigos, são os melhores amigos, e nunca
cortariam as deles,
Mas cortam!!
E são más-línguas, maus caracteres, sem carácter!
Eu odeio vizinhas a bisbilhotar à janela!
E as pessoas que passam?
As pessoas anónimas que percorrem as ruas em zig-zag evitando
pedintes e mãos que se estendem?
E que colam a mala ao corpo achando que ser pobre é ser ladrão.
E se aconchegam na roupa comprada na Zara, ou nos mercados de rua.
Mas muito sua!
E são caridosos, piedosos, apiedados,
Compreensivos com a desgraça alheia se não tiverem de dar um cêntimo,
E a caridade for só da boca para fora!
Eu odeio a caridade hipócrita da multidão!
E os gajos?
Os gajos mesmo gajos!
Os gajos na verdadeira acepção da palavra!
Os que se sentam em esplanadas ou se encostam em montras esperando as mulheres,
As deles.E discretos apreciam pernas e cus das outras,
As que passam.
E lambem os beiços, e coçam os tomates, e pensam ou dizem:
- Esta gaja é muita boa!
Como odeio a frase ”esta gaja é muita boa”!
Dita por gajos que em casa têm mulheres que nem olham,
E às quais nem falam.
E que na cama despacham sexo e mulher,
Despejando o desejo das gajas boas que comeram com os olhos na rua.
Ah! Como eu odeio estes gajos!
E as gajas?
As santinhas, as pudicas, as que têm sempre na ponta da língua um:
Ai credo, um julgamento, uma condenação.
As que são contra o aborto, contra a pílula,
Contra tudo o que seja sexo!
Escrito, pintado, feito, falado.
E quando têm “maus pensamentos” correm às sacristias:
- Sr. Padre, sonhei que estava a fazer sexo oral.
Confessam.
Como se sexo oral fosse um pecado capital,
Esquecendo que só o peixe morre pela boca.
E lavam as mãos nas pias,
E cumprem todas as penitências,
Mas falam do sexo da vizinha que é uma descarada.
E são donas de verdades absolutas.
E nunca têm dúvidas.
E só dizem…
B A N A L I D A D E S!
Ah! Como odeio falsas santinhas e ratas de sacristia!
E eu?
EU
que sou banal, normal, vulgar,
Odeio a vulgaridade!
Mando à merda quem me chateia!,
Escrevo asneiras se me dá na gana!,
Para um sacana sou sacana e meia!,
E como eu odeio sacanas!
Aqueles de falas mansas e que parecem uns santos,
E dão a roupa toda e ficam em pêlo,
Pelos outros.
E em casa vão ao pêlo às mulheres
E deixam-nas:
Negras de pancada,
Negras de dor,
Negras de pavor.
Ah …Se eu pudesse dava um tiro nos cornos desses sacanas!
E a outros:
Aos abusadores, aos ladrões de inocências,
aos que roubam infâncias e semeiam pesadelos.
A esses, castrava-os!
Aos do passado, aos do presente, aos do futuro.
Já que a justiça não castra senão a esperança de justiça!
…
Eu, que sou mais banal e vulgar, que a mais banal das mulheres.
Eu, que por fora ninguém distingue, ou olha duas vezes ao passar.
Odeio banalidades!
BY ENCANDESCENTE
DESCULPADesculpa por cada segundo em que meu pensamento te inventa de novo em mim. Não sei como se faz para esquecer. Não conheço as palavras mágicas que transformam as saudades em passado ou apenas o passado em saudades… Desculpa por cada instante de minha vida em que lembro teu sorriso, que continua iluminando meu dia no rosto dos que passam por mim. Por sentir que estás perto de mim, neste ou naquele olhar que prende minha atenção…
Desculpa por ainda chamar por ti nas horas em que o coração chora, por te abraçar nos sonhos, por te ouvir nas melodias que ritmam minha vida. Por cada eco de silêncio, por cada ausência dorida…
Desculpa por tudo e por nada… Por aquilo que fui e por aquilo que não soube ser mas principalmente por aquilo que sou. Por ser apenas eu e não o que seria sendo eu contigo. Por sentir o que foi esquecido e lembrar o que foi sentido…
![]() Desculpa por não mais te amar, amando-te ainda mais!!
Escrito da alma http://madalena.blogs.sapo.pt/
"De todo o muito
VICIOS PROIBIDOS![]() Meu vício veste teu corpo,
como querer, como necessidade, entre uma e outra palavra, todo o ar que respiro vem de ti. É na rua que caminho minha liberdade,
passos escassos de uma solitária, sem um ontem pra vangloriar ou um dia liberto de amor livre. Fuja dos meus sonhos, corra,
poderá ser condenado ao amor, preso ao vício de meus dias e aos prazeres proibidos que me cercam. (desconheço autoria)
Muito mais complicadas são aquelas mazelas
que infestam os nossos corações. Os vícios secretos
que consomem nossas almas.
E as doenças que negamos e que afetam os nossos julgamentos.
Precisamos achar aquela pessoa especial
que pode nos curar... Mas nós nunca conseguimos adivinhar
quem tem a cura para o que nos aflige.
Ou quando esta pessoa aparecerá...
TANGO![]() ![]() Sente a dança latente ... da tua rima
Perdida no teu coração... em semente, Escuta o ritmo crescente,...a cadência Que te chega à imaginação...fremente... ![]() Dança sedutor ... ensaia-me
Uma rumba, um tango ... uma valsa Disputa com vigor... roda-me a saia Um pasodoble, um fandango,..numa salsa ![]() Dança risonho... tece-me as linhas, Na minha palma ...vê-me poesia Habita-me o sonho ...nas noites minhas E despe-me a alma...até ser dia ![]() Dançar pela vida fora ...voltear contigo
Vivê-la a rodopiar ...é inspiração, É sentir o aqui e o agora...no passo que sigo E sem medo querer amar...pela tua mão...
Ana Martins
A vida é um tango. Umas vezes, ela toma a cadência arrebatadora, violentamente apaixonada e entusiasmante, outras vezes, assume o sussurrar de afectos e de esperanças, num retomar de movimentos repousantes qual águia que plana ao sabor ao vento do alto da montanha até às planuras do vale, e logo ensaia afinques de asas para retomar a escalada do pico onde se joga a sobrevivência..
" Dança, rito sensual d'acasalamento, APOLINÁRIO
OPOSTOS Quando os opostos se cruzam no caminho...
o inicio dos teus passos soam no fim daquela rua. A luz enfeita-se de sombras e a escuridão penteia as estrelas porque o dia ama a lua e a noite tem ciúmes do sol. Quando os opostos tocam o olhar... O chão tem nuvens dificeis de lavrar e no céu nascem mantos de tulipas A chuva chora de luto porque uma lágrima no fogo morreu... o vento assobia com espanto e jura que o mar se incendiou... Quando os opostos se abraçam... anulam-se todas as diferenças e todas as certezas beijam-se na boca a troco de um nada. Daniela Pereira Ola ...
Sabem...o que escrevo não é dedicado a ninguem em especial... eu sou assim,uma story teller inremediavel...
apenas solto as frases que trago dentro do meu alforge mágico,
espalho as pelos ventos cosmicos do imaginário...
agrada me historias de amores impossiveis...
como a paixao do sol pela lua..que se tocam por momentos em espaços longinquos...
aprendi que a suprema utilidade das palavras não é servirem para designar coisas
,mas fazerem sonhar...eu sou a grande sonhadora...
a arquitecta da realidade.
Muitos pensam que sou poeta,lirica nas palavras que escolho... mas não,porque poeta é aquela que parece pedir desculpa ás palavras,
porque ao usá-las sente que está a fazer com que percam a virgindade...
e o acto de escrever poesia transforma-se idealmente na reposiçao cirurgica
de uma virgindade perdida.Eu apenas sonho...e agarro esses sonhos...
porque neles...queridos amiga(o)s...sou verdadeiramente...livre.
Um abraço
ღ
Antes viver de espanto,
Do que morrer no pasmo, Manuel Poète©
MEU BANNER
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