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AMOR...AMANTE...

 

 

 

Cores do Brasil - Ghe

 

 

Na palavra desarmante
me encontras presa
oscilante
entre a manhã que adivinho
e a noite que anuncias.
E é na orla dos dias
desse difícil caminho
que te chamo amor
amante
lançando a voz sobre o fio
dessa lâmina de mágoa.
Vê que no leito do rio
que o teu olhar alcança
o meu corpo é a água.

 

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O amor e a verdade estão unidos entre si, como as faces de uma moeda. 
É impossivel separá-los. São as forças mais abstratas e mais poderosas 
do mundo.

 (Mahatma Gandhi)  

 

CONTRASTES

 
 

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E naquela madrugada fria

Gritei teu nome ao vento

O vento estava forte

Era um vento vindo do norte.

Tanto chamei por ti

Que acabaste por chegar

A madrugada virou manhã

E tu vieste para me amar.

O teu corpo estava frio

E no meu corpo quente o juntaste

O choque foi tão grande

Que gemidos de mim arrancaste.

Teus beijos quentes e molhados

Tua força brutal no sexo

Era um contraste que me excitava

Molhando assim meu sexo.

O vento acabou por acalmar

E na minha cama deixou

Teu corpo quente e brutal

Que num vendaval se transformou.

Nesta manhã de contrastes

já não chamava teu nome

Já não precisava do vento

Somente do teu amor.

 

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Poema de Vitório Gil (Estar Vivo)

 

 

 

O REFLEXO DA TUA ALMA

 

 

Estar vivo!

Estou farto que me digam!

Que me persigam!

Dizendo o que devo fazer!

Eu quero crescer!

 

Quero crescer por mim!

Agora e sempre até ao fim!

Não me digam que vá por ali!

Pois o meu tempo é aqui!

 

Não me gritem palavras!

Não me ofereçam quadras!

Estou vivo por mim!

Quero continuar assim!

 

Assim, não pode ser assim, assim!

Nem pão nem bolo arlequim!

De quem nada sabe nada fás!

E que quer, voltar atrás!

 

De atrás apenas quero saber!

E com isso aprender !

Que ainda á esperança!

Pois a fera amansa!

Quero estar vivo!

E poder dizer

Sou assim!

Enquanto puder! 

 

 (Poema oferecido pelo meu amigo Vitório Gil)

 

 

 

 

 

Rasgo o céu com um grito imponente

que atravessa a lua

estremece as estrelas que se impõem dançando

rodeadas de brilho

ignorando o silêncio que se impõe...

Grito contra o destino

Grito com toda a força da minha alma

que se cansou de estar fechada

e de ser por mim, ignorada...

Grito ao mundo, fazendo-o girar mais forte

quero o motivo da minha sorte

que destruiu metade

daquilo que sou...

 

Desafio-me...

Alcança o sonho, nunca sonhado

desamarro-me do fio que me prende

e me sustenta...

Deixo-me cair sobre as nuvens, que me amparam...

Baixo os olhos.

Vejo a terra

me transformo, me revejo

ali em baixo, seguida por feras

sem força, sem coragem

mas não passa de uma miragem

porque o meu grito imponente

rasgou o céu e o firmamento

atravessou a lua

e me Transformei...

Alcancei a forma de saber

o significado de Ser e a verdade do Querer!

 

Desafio-me...

Vejo-me liberta

sedenta de Vida

não importa se sou perseguida

não receio se sou incompreendida..

Já não sinto a amargura

deixei-a na travessia

do grito que rasgou o céu

Vejo-me coberta com seu véu

de tons de azul transparente

que desnuda a dor

e dá a conhecer o fervor

do aliviar da alma que grita....

procurando o meu coração

que se esqueceu do que tinha prometido...

não sofrer,

mesmo desafiando o querer

o Querer de amar e

(Re)Aprender a Viver!

 

Desafio-me.... e me Encontro!!!!!!! 

 

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PRETEXTOS PARA FUGIR DO REAL

 
 
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Depois de Mim
 
 
  
 
 
A uma luz perigosa como água
De sonho e assalto
Subindo ao teu corpo real
Recordo-te
E és a mesma
Ternura quase impossível
De suportar
Por isso fecho os olhos
(O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da
provocação. É assim que te faço arder triunfalmente
onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos)
Por isso fecho os olhos
E convido a noite para a minha cama
Convido-a a tornar-se tocante
Familiar concreta
Como um corpo decifrado de mulher
E sob a forma desejada
A noite deita-se comigo
E é a tua ausência
Nua nos meus braços


Experimento um grito
Contra o teu silêncio
Experimento um silêncio
Entro e saio
De mãos pálidas nos bolsos


Alexandre O'Neill
 
 
brandi carlile - the story
          
 
 
 
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Ai Luis! Vaz...de Camões!!!

 
 

Fernanda

 

Busque Amor novas artes, novo engenho
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que não tenho.

 thk0h8ivet8  

Olhai de que esperanças me mantenho
Vede que perigosas seguranças!
 Que não temo contrastes, nem mudanças,
 andando em bravo mar, perdido o lenho.

 thk0h8ivet8  

 Mas, conquanto não pode haver desgosto
 onde esperança falta, lá me esconde
 Amor um mal que mata e não se vê.

 thk0h8ivet8  

 Que dias há que na alma me tem posto
 um não sei quê, que nasce não sei onde,
 vem não sei como e dói não sei porquê.

 

                            Luis Vaz de Camões 

 

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