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AMOR...AMANTE...
Na palavra desarmante
O amor e a verdade estão unidos entre si, como as faces de uma moeda. (Mahatma Gandhi) CONTRASTES![]() E naquela madrugada fria Gritei teu nome ao vento O vento estava forte Era um vento vindo do norte.
Tanto chamei por ti Que acabaste por chegar A madrugada virou manhã E tu vieste para me amar.
O teu corpo estava frio E no meu corpo quente o juntaste O choque foi tão grande Que gemidos de mim arrancaste.
Teus beijos quentes e molhados Tua força brutal no sexo Era um contraste que me excitava Molhando assim meu sexo.
O vento acabou por acalmar E na minha cama deixou Teu corpo quente e brutal Que num vendaval se transformou.
Nesta manhã de contrastes já não chamava teu nome Já não precisava do vento Somente do teu amor.
Poema de Vitório Gil (Estar Vivo)
Estar vivo! Estou farto que me digam! Que me persigam! Dizendo o que devo fazer! Eu quero crescer!
Quero crescer por mim! Agora e sempre até ao fim! Não me digam que vá por ali! Pois o meu tempo é aqui!
Não me gritem palavras! Não me ofereçam quadras! Estou vivo por mim! Quero continuar assim!
Assim, não pode ser assim, assim! Nem pão nem bolo arlequim! De quem nada sabe nada fás! E que quer, voltar atrás!
De atrás apenas quero saber! E com isso aprender ! Que ainda á esperança! Pois a fera amansa! Quero estar vivo! E poder dizer Sou assim! Enquanto puder!
(Poema oferecido pelo meu amigo Vitório Gil)
Rasgo o céu com um grito imponente que atravessa a lua estremece as estrelas que se impõem dançando rodeadas de brilho ignorando o silêncio que se impõe... Grito contra o destino Grito com toda a força da minha alma que se cansou de estar fechada e de ser por mim, ignorada... Grito ao mundo, fazendo-o girar mais forte quero o motivo da minha sorte que destruiu metade daquilo que sou...
Desafio-me... Alcança o sonho, nunca sonhado desamarro-me do fio que me prende e me sustenta... Deixo-me cair sobre as nuvens, que me amparam... Baixo os olhos. Vejo a terra me transformo, me revejo ali em baixo, seguida por feras sem força, sem coragem mas não passa de uma miragem porque o meu grito imponente rasgou o céu e o firmamento atravessou a lua e me Transformei... Alcancei a forma de saber o significado de Ser e a verdade do Querer!
Desafio-me... Vejo-me liberta sedenta de Vida não importa se sou perseguida não receio se sou incompreendida.. Já não sinto a amargura deixei-a na travessia do grito que rasgou o céu Vejo-me coberta com seu véu de tons de azul transparente que desnuda a dor e dá a conhecer o fervor do aliviar da alma que grita.... procurando o meu coração que se esqueceu do que tinha prometido... não sofrer, mesmo desafiando o querer o Querer de amar e (Re)Aprender a Viver!
Desafio-me.... e me Encontro!!!!!!!
PRETEXTOS PARA FUGIR DO REALA uma luz perigosa como água
De sonho e assalto Subindo ao teu corpo real Recordo-te E és a mesma Ternura quase impossível De suportar Por isso fecho os olhos (O amor faz-me recuperar incessantemente o poder da provocação. É assim que te faço arder triunfalmente onde e quando quero. Basta-me fechar os olhos) Por isso fecho os olhos E convido a noite para a minha cama Convido-a a tornar-se tocante Familiar concreta Como um corpo decifrado de mulher E sob a forma desejada A noite deita-se comigo E é a tua ausência Nua nos meus braços Experimento um grito Contra o teu silêncio Experimento um silêncio Entro e saio De mãos pálidas nos bolsos Alexandre O'Neill
Ai Luis! Vaz...de Camões!!!
Busque Amor novas artes, novo engenho Olhai de que esperanças me mantenho Mas, conquanto não pode haver desgosto Que dias há que na alma me tem posto
Luis Vaz de Camões
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